segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Atletas garantido na Olimpíada de Londres | Belo Horizonte

No Pan, Brasil garante vagas de 24 atletas na Olimpíada de Londres

                           Equipe de handebol é responsável por 14 das vagas individuais

Além das 141 medalhas conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, 48 de ouro, o Brasil assegurou 24 das 93 vagas individuais à Olimpíada de Londres, em 2012, disputadas na competição continental, que se encerra neste domingo. A Seleção feminina de handebol (14), a equipe de hipismo do Circuito Completo de Equitação (5), a categoria C2 1000 m da canoagem (2), o triatlo masculino (1) e o pentatlo feminino (1) garantiram presença na Inglaterra no ano que vem. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) acredita em outra vaga no trampolim 3 m masculino, ainda não confirmada.
A primeira vaga olímpica veio com a pentatleta Yane Marques no dia 15 de outubro, quando tiveram início as competições em Guadalajara. A brasileira, favorita à medalha de ouro, em nenhum momento ficou atrás da segunda colocação no decorrer da prova e largou na frente no evento combinado entre tiro e corrida. Porém, sofrendo com o calor no Club Hípica, em Zapopan, local onde a modalidade foi disputada, Yane teve um desempenho ruim e acabou superada pela americana Margaux Isaksen, que conquistou o primeiro lugar e também se garantiu em Londres.
Mesmo sem o ouro, a brasileira ficou satisfeita com o resultado final e aproveitou para criticar a organização local. "O asfalto estava terrível. O piso era duro, muito pesado. A piscina estava 21 graus, não é permitido dentro do regulamento. E na esgrima, eu jogava um combate e parava porque não dava pra ver se a luz acesa era de quem tocava ou quem era tocada. O merecimento é dela (Isaksen). Hoje ela fez uma prova como nunca, jogou muito bem a esgrima e tem uma corrida mais forte que a minha. Estou satisfeita porque estou classificada para Londres", disse a pentatleta.
No dia 23 de outubro, Reinaldo Colaucci e a equipe formada por Marcelo Tosi, Jesper Martendal, Márcio Carvalho Jorge e Serguei Fofanoff asseguraram a presença, respectivamente, no triatlo masculino e no CCE. O triatleta confirmou a vaga com a medalha de ouro, enquanto o time do hipismo realizou o feito com o bronze.
Reinaldo confirmou a presença do Brasil no triatlo em Londres e ficou próximo de confirmar sua ida à Inglaterra em 2012. "A vaga olímpica é do Brasil. É um critério direto, mas eu só perderia a vaga se um brasileiro conseguir um top 5 nas três etapas que faltam para o ano que vem. A vaga está praticamente garantida pra mim", declarou o brasileiro após a prova.
"Estou muito contente com a classificação olímpica. O que está em minha cabeça agora é a medalha de bronze, e que vamos a Londres com muita força e muito trabalho", afirmou Ruy Fonseca, membro da equipe do hipismo que conseguiu quatro lugares na Olimpíada.
Já na final do handebol feminino, realizada no dia 23, a Seleção Brasileira aplicou mais uma goleada na competição em que foram soberanas. A vitória sobre a Argentina por 33 a 15 coroou a campanha durante a qual a equipe atingiu a marca de 201 gols em cinco jogos e terminou com o tetracampeonato pan-americano na modalidade, que permitirá a ida de 14 atletas aos Jogos Olímpicos.
Por fim, no penúltimo dia de competições, a dupla Erlon Silva e Ronílson de Oliveira conquistou a medalha de prata na categoria C2 1000 m da canoagem e confirmou mais duas vagas para os brasileiros em Londres. A curiosidade desta prova foi que a dupla cubana conquistou o ouro que colocou o país caribenho à frente do Brasil no quadro de medalhas, distância que seria ampliada nas provas restantes das mais diversas modalidades.
"É uma emoção muito grande. Cumprimos a meta de ganhar uma medalha e conquistar a vaga olímpica. Isso é o que importa", afirmou Ronílson após o feito. Erlon completou os comentários do colega. "Nossa prata tem sabor de ouro. Como agora a nossa classificação para Londres já está garantida, pode ter certeza de que vamos dar o troco em Cuba nos Jogos Olímpicos".
O País ainda pode conseguir mais um lugar em Londres, no trampolim 3 m masculino, categoria dos saltos ornamentais. Cesar Castro conquistou o bronze e ficou atrás de dois atletas mexicanos e, como a prova dava direito a duas vagas olímpicas, o COB espera que a Federação Internacional de Natação conceda uma ao Brasil e outra ao México.
"A vaga é do país e, como o México (com o ouro e a prata), já estava classificado para Londres, entendemos que o bronze do Cesar Castro vale a vaga para os Jogos Olímpicos", explicou Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de esportes do COB.
"Este resultado em Guadalajara é importantíssimo por vários aspectos e demonstra a evolução permanente e consolidada do esporte olímpico brasileiro. Já estamos colhendo os frutos da transformação iniciada com os Jogos Rio 2007, que seguem o nosso planejamento conjunto com as Confederações Brasileiras Dirigentes de Esportes Olímpicos rumo aos Jogos Rio 2016", comemorou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.

Pan Guadalajara 2011 - Esgrima | Belo Horizonte

Brasil vence Venezuela e conquista bronze por equipe na esgrima

Renzo Agresta, William Moraes e Tywilliam Guzenski derrotaram a Venezuela por 45 a 44, neste sábado

O Brasil conquistou a medalha de bronze por equipe de esgrima no sabre masculino dos Jogos Pan-americanos. Renzo Agresta, William Moraes e Tywilliam Guzenski derrotaram a Venezuela por 45 a 44, neste sábado.

Assim, a equipe venezuelana, formada por Hernan Jansen, Carlos José Bravo e Eliezer Rincones, termina sua participação em Guadalajara na quarta posição.

O time brasileiro começou sua campanha no torneio vencendo o Chile por 45 a 19, nas quartas de final. Porém, na semifinal, o trio nacional foi derrotado pelos Estados Unidos (45 a 36) e acabou caminhando para o terceiro bronze na esgrima nos Jogos Pan-americanos.

Antes, na modalidade, o Brasil havia obtido o terceiro lugar no florete individual (Guilherme Toldo) e por equipe (Guilherme Toldo, Fernando Scavasin e Heitor Shimbo).

taekwondo feminino em Guadalajara| Brasil

Carateca brasileira fatura bronze, mas pensa em mudar de esporte

Valéria Kumizaki disse que pensa até em mudar para o taekwondo para ir disputar uma Olimpíada

Valéria Kumizaki deu ao caratê brasileiro, neste sábado, sua quinta medalha nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A carateca ficou com o bronze na categoria até 55kg ao perder a semifinal para a norte-americana Shannon Nishi. No caratê não há disputa de terceiro lugar e os derrotados das duas semifinais faturam medalha bronzeada.

O Brasil, assim, fecha o caratê do Pan com um ouro e quatro bronzes. A única a subir ao lugar mais alto do pódio foi Lucélia de Carvalho (categoria até 67kg), que faturou o tetracampeonato, tornando-se a mulher brasileira recordista de ouros pan-americanos. Seu marido, Doublas Brose ficou com o bronze na categoria até 60kg, assim como Jessica Candido (até 50kg) e Wellington Barbosa (até 84kg)

"É claro que eu queria brigar pelo ouro, mas saio satisfeita porque sei que dei tudo de mim. Não tinha mais nada que eu pudesse fazer, são coisas que acontecem", disse Valéria, após ser derrotada pela norte-americana. Antes, ela havia vencido a cubana Yanelsis Gongora e a equatoriana Jacqueline Factos, na primeira fase, quando também perdeu para a dominicana Karina Diaz.

Como o caratê não é modalidade olímpica, Valéria sabe que não terá a chance de realizar seu sonho de participar de uma Olimpíada a não ser que mude de esporte. "Já pensei até em tentar a sorte no taekwondo, que tem alguma semelhança com o caratê, porque gostaria muito de disputar uma Olimpíada. É claro que seria difícil competir com meninas que já estão lá há tanto tempo, mas impossível não é", comentou a brasileira.

Pólo Aquático é ouro | Minas -bh

Brasil derrota Cuba e fica com o bronze no pólo aquático masculino

Os brasileiros fizeram 14 a 7 nos cubanos e conquistaram a décima medalha na história do Pan

Não foi tão fácil, mas o Brasil conseguiu confirmar o seu favoritismo e garantir o bronze no pólo aquático masculino. Neste sábado, a seleção brasileira venceu Cuba por 14 a 7 e ficou com o terceiro lugar no Pan-2011, conquistando a sua décima medalha na história da modalidade na competição.

O Brasil demorou a deslanchar no jogo e só conseguiu abrir a vantagem no último período, quando goleou Cuba por 6 a 0. Os artilheiros brasileiros foram Henrique Carvalho, Marcelo Franco, Gabriel Rocha, Jonas Crivella e Ruda Franco, com dois gols cada. Emilio Vieira, Bernardo Rocha e Gustavo Guimarães completaram o placar. Apesar da derrota, Cuba teve o artilheiro do jogo: Jhonasy Rivas, com 4 gols.

Apesar da medalha, o desempenho brasileiro foi inferior ao das duas últimas edições. O Brasil havia sido prata em Santo Domingo e no Rio de Janeiro, mas desta vez não conseguiu passar pelo Canadá na semifinal. Os canadenses decidem o ouro ainda neste sábado contra os Estados Unidos, que mantêm uma hegemonia há 12 anos.

Com a vitória sobre Cuba, o Brasil ainda chega a dez medalhas na história do Pan. Porém, os brasileiros só venceram a competição uma vez, ainda em 1963, quandos os Jogos foram realizados em São Paulo. Desde então, foram mais quatro pratas e quatro bronzes.

Basquete masculino brasileiro em Guadalajara | BH

Após 'papelão' no basquete masculino, Brasil bate Canadá e termina em quinto

Ainda neste sábado, no duelo que definiu a sétima e oitava colocações no torneio masculino do Pan, a Argentina venceu o Uruguai por 71 a 69

Depois de protagonizar verdadeiros "papelões" em suas duas últimas partidas pelo basquete masculino nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, a seleção brasileira masculina encerrou sua participação no torneio com uma vitória sobre o Canadá, por 74 a 56, neste sábado, em duelo que valeu à equipe do técnico Rubén Magnano o quinto lugar.

Na última sexta-feira, o Brasil havia sido derrotado pela República Dominicana, de virada, por 85 a 77, depois de estar com uma vantagem de 20 pontos no placar. No dia anterior, os brasileiros também abriram boa vantagem sobre os Estados Unidos, mas "apagaram" no segundo tempo e tomaram a virada por 88 a 77.

No jogo deste sábado, a seleção de Magnano virou o primeiro quarto em vantagem sobre os canadenses, 22 a 21. No segundo período, o Canadá fez 15 a 14, mas no segundo tempo os brasileiros consolidaram a vitória com parciais de 17 a 9 e 21 a 11.

Ainda neste sábado, no duelo que definiu a sétima e oitava colocações no torneio masculino do Pan, a Argentina venceu o Uruguai por 71 a 69.

Na primeira semifinal, os anfitriões mexicanos despacharam os Estados Unidos com um triunfo por 71 a 55 e garantiram presença na disputa pela medalha de ouro. A equipe da casa vai enfrentar o vencedor do confronto da outra semi, entre Porto Rico e República Dominicana.

esgrima em Guadalajara - Brasil | belo Horizonte

Aos 19 anos, esgrimista sai quase satisfeito com bronze e diz: 'Posso ganhar mais'

Vibrante em boa parte das lutas, Guilherme Toldo admite que na semifinal deixou a desejar

Logo em seu primeiro Pan-Americano, o jovem esgrimista Guilherme Toldo conquistou uma medalha de bronze depois de perder na semifinal da categoria florete para o Alexander Massialas por 15 a 7.

Aos 19 anos, o gaúcho começou mal a competição em Guadalajara, se classificou para as oitavas como o pior desempenho e pegou logo de cara outro atleta dos EUA, Miles Watson-Chamley, mas conseguiu a vitória. Na fase seguinte enfrentou outro favorito, o canadense Etienne Lalonde, e também o derrotou.

Após ter assegurado o bronze, Toldo mostrou-se quase satisfeito com a medalha e deixou o Pan se cobrando muito. "Vim num dia mal, ganhei apenas uma nos grupos. Peguei o favoerito, o norte-americano 16 do mundo, e ganhei. Depois, derrotei o canadense, que também é melhor ranqueado do que eu. No final das contas, foi uma boa competição, ainda que o último combate tenha ficado na garganta", falou.

"Mas daqui para frente só tenho a melhorar", analisou o jovem esgrimista, que gostou da experiência do Pan. "É uma competição diferente, fico mais amadurecido para o Pré-Olímpico".

Vibrante em boa parte das lutas, Guilherme Toldo admite que na semifinal deixou a desejar. "Estava sempre muito a afim de ganhar, mas depois ele (Massialas) começou a encaixar, aí você se perde e fica complicado", analisou o brasileiro. "De certo modo, a medalha foi o que estava sonhando há muito tempo. Tenho 19 anos, sou juvenil. e como sou novo, tenho tudo para ganhar mais coisas ainda".

Ginastas no Pan | B.H.

Por medalha inédita e histórica, brasileiros superaram tufão, maratona e lesão de 'vovô'

Os ginastas tiveram de superar uma série de contratempos de todos os típicos. Dois deles foram físicos; o outro foi, digamos, climático.
A medalha de ouro da equipe masculina de ginástica artística, conquistada nesta terça-feira, em Guadalajara, é especial por muitos motivos. Pelo ineditismo, já que foi o primeiro título do país na competição coletiva em Pans; pela questão estatística, pois foi a milésima do país na história dos Jogos.

Mas há outros fatores que deixam a conquista ainda mais especial. Os ginastas tiveram de superar uma série de contratempos de todos os típicos. Dois deles foram físicos; o outro foi, digamos, climático.

Antes de disputar o Pan, as seleções masculina e feminina estiveram em Tóquio, no Mundial da modalidade. A maratona de eventos esgotou os atletas a tal ponto que o treinador Renato Araújo deu uma folga para a equipe, um dia antes do treino de pódio.

"Ele nunca tinha feito isso antes. Só por aí já dá para ver como a gente estava cansado", disse Diego Hypólito, o grande astro da equipe que levou a medalha de ouro nesta terça.

A outra questão física foi a lesão de Mosiah Rodrigues, ginasta mais experiente do grupo, considerado o "vovô" da seleção brasileira. Mosiah, campeão pan-americano na barra fixa em 2007, sofreu uma torção no tornozelo e teve de ser cortado.

Mas o terceiro desafio foi o mais perigoso e o mais curioso. O voo dos brasileiros para o Mundial no Japão foi marcado por uma série de problemas, começando pela escala no México.

"O avião ia pousar na cidade do México, mas não conseguiu descer por causa do tempo; depois foi para Tihuana e arremeteu duas vezes. Por fim, paramos em Mazatlan", lembrou o ginasta Petrix Barbosa. Mas o pior ainda estava por vir.

"Na chegada a Tóquio, o avião entrou em um tufão. Perdemos o contato com a torre por 20 minutos, tinha até aeromoça chorando", relatou o ginasta.

O técnico Renato Araújo também passou pelo susto. "Eu vi menos do que os outros porque estava no meio do avião. mas foi algo impressionante. Ficamos sobrevoando junto com umas oito aeronaves, sem poder pousar", relembrou. O jeito foi ir para Sapporo e, no dia seguinte, enfim chegar a Tóquio.

Ali começaria uma maratona de provas que, nesta terça, culminou com a conquista histórica.